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Signo do Amor
07Nov2009 14:31:29
Publicado por: Diana Balis

 


Signo do Amor

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Algumas palavras da escritora

 

 

Vivo o prazer de fazer do ambiente o palco iluminado de emoções.

Sigo personagem em busca do amor.

Há o tempo de encontros e desencontros.

Essa é a vida.

Vivo.


Diana Balis

 

 

 Psicóloga, Psicomotricista, Professora de Musicalização Infantil e Diretora do Grupo Conto & Cena.

 

 

 

Vivo “Aonde o Mundo Azul é Verde”

Rio de Janeiro, Tijuca, Brasil.

                                                                                              

 

 

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Sigo o Amor

“Amar é seguir a linha dos trópicos...

Claro, trópico de câncer!”

 

 

 

 

 

O amor flutua

 

 

 

O vento soprou a zumbir

Em tempo de espera mutua

O amor continua servil

A pena leve em queda nua

No tênue suspiro do desejo vil

Verdes olhos ao beijo aduzir.

 

 

 

Amo

 

 

 

Corre a Baía aos abraços

Na ponte que olha por nós

O barco é eixo de choros

Ao rumo do poderoso navegar

O mar perdura na pedra a acalentar.

A Morena de eterno poetar

No aguardo sereno do amar.

 

 

 

Haikai

 

 

 

Amor climatológico

 

 

 

Tempo de amar

Pingos de chuva ardente

Dissipam no ar

 

 

 

Amor Cruzada (A cavaleira solitária)

 

 

 

O amor impaciente pede e não escuta

O carinho almejado é semente sem permuta

A tempestade cobiça o crescimento de vida

O vento poliniza a planta e se espalha abrangida

O rompimento no casco é tempero de cowboy

O ardente beijo queima na acompanhada estrada

A cavaleira solitária se distancia do amor cruzada

 

 

 

 

 

 

Amor abocanha

 

 

 

O amor é o doce licor de figo

É ardor no tempo marcado

O desejo sem medo do prazer

O gosto do tempero apimentado

A paixão no encontro apalpado

As carícias nos corpos abeirados

As partículas da vida presente

O passado cravado de esperas

É tempero ao caldo de notícias

É o olhar em orquídeas raras

O calor dos abraços e malícias

O silêncio dos amantes abocanhados

O desmedido calor da presença

O silencio dos corpos suados

O amor por você é aplacado

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Amor é linha

Paixão desenfreada,

               emoção pura,

                       e quase nada,

                                 além do mar,

                                       a canção do amor.

 

 

 

Marola, marolinha,

              dê a linha na pipa,

                         mergulhe no amor

                                 Vem içar!!

                                      Isca Morena,

                                          Sinto sua falta!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Amor Explode

Poeta é a essência

A alma ecoa aturdida.

Os silenciosos amantes pedem a paz.

Cabe ao Universo conspirar em favor.

Aplaque a dor!

Tormentas, avalanches e fome.

Miséria na corrente do desamor que alucina.

Os pensamentos enlodem!

Frieza e amor humano explodem!

 

 

 

Amor folguedo

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Colinas verdejantes passeiam aos pés descalços

Os ventos exprimem solfejos na madrugada de amor

Borboletas azuis revivem o dia de sol adorador

A nascente é córrego destilado de prazer

As montanhas embrenhadas adormecidas ao lazer

Em folguedos polvilham pólen nas bromeliáceas atadas.

O gosto suave de flores e abelhas zumbindo enamoradas.

No fervor feitiço dos movimentos espalha-se primaveril

Amor e folia nos vértices da euforia servil.

 

 

 

Apesar de você

 

 

Quero dirigir sem rumo

Na estrada desconhecida

Quero ir em paz!

 

A via a tarde é girassol

A flor que se vira verde

Amadureceu no tempero

  

 O amor é jogo do luxo

Vivo o presente!

No recomeço, verifico o vento

 

Olhar a paisagem e argumentos

Sentir o natural sabor do tempo

 

 Escorregar na vida expressa

Sem medo de ser feliz.

 
 

 

Batuque

 

 

O coração é africano

Sorriso alegre em batuque.

O tempero apimentado

Na força da resistência,

O trabalho de abrangência

Há construção da história

No percurso ao mundo abarque

Em trajeto de vitórias,

Conquistas e revoltas.

Dinamismo e liberdade do achano

Navegador de mares acalorado.

 

 

 

Pierrô e Colombina

Serva de seu amor
Colombina aguarda o desenlace
Espera o inquieto Pierrô revelar-se!
Andarilho de carnavais,
Deter seu amor, nem querubim!
Passando saltimbanco Arlequim
Julga-lhe indecente.
Avesso aos costumes,
Porém brejeiro ao canto d' amor
Máscara do guerreiro selvagem,
Atiça a Colombina com disfarce.
Pierrô certeiro do seu amor
Declara-se em choros o lamento!
Enquanto Colombina dividida
Sofre na dor o tormento,
Diante de Arlequim e Pierrô,
A dançarina baila saltitando nas ruas,
Em busca de seu grande amor.

 

Carícias

O mar lança-se aos rochedos

No tempo de invasões

O amor entregue as carícias

Ao corpo molhado entre vestias

O visto lume tem primícias

Os beijos sedentos de antevisões

As andorinhas sobrevoam arvoredos

Cobrindo de medo os perigos

Escorregadios os salgados gostos

No tempo de propagação do afeto

O céu negro encoberta aquieto

Os desejos entregues as malícias

O amor escorre em zigotos

 

 

 

Carinhos

O afeto adormeceu na porta da mensagem

Estou aqui e você me vê brejeira

O tempo apagou e amarelou a escritura

O amor insiste em caminhar ao lado e acareia

O coração zombador ao vento da soleira

A janela entreaberta entregue a saudade

O destempero é a lembrança cautelosa que ardia

O amor estendido é aguado na adversidade

Oferece ao copo d’água a sede e cede,

Carinhos, afagos, ardências e ao prazer agem.

O vivido e agradável retorno é acostagem.

 

 

 

Colo ardente

No brilho dos olhos alinhos

O atordoado amor a premer

Ao suar poemas entristeces

Os pensamentos ruidosos a temer.

Vaidosas as montanhas no lugar,

Ao mar forte açoitam abstinentes e teces

O rugido da vaca que aberra

É o nutrido crescente a tremer

Empalidecem aos desejos dos abrolhos

E no curral, o alimento vem da terra.

Clareia a manhã da alma abrangente,

No ardor da luz a conjugar.

O colo que espalma é ardente

Entregue ao doce leite acalente.

 

 

 

Confissões

 

É perda de tempo adiar o amor.

 

 

 

Córrego desespero

 

 

O córrego desespero

Acolhe a chuva e invade a alma

O tempo impiedoso é de cólera

O amor cede à paixão e gira no ar

O batuque é emoção e destempero

Os sentimentos de solidão têm companhia

Gritos e gemidos em prantos de ciúmes

Os momentos de paz escorrem vazando nos rios

O desejo é deter a empreitada de luta

Nas passagens abertas que bloqueiam as saídas

O rio morre por excesso de amor.

 

 

 

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Fora do Ar

 

  

Assobia a passarinha

No vôo canto de viagem

O tempo é azul borboleta

Na Floresta da Tijuca.

O local é refresco de energias

Entre as montanhas e águas.

O Rio de Janeiro é o companheiro

E ao mar expõe seus poemas,

Declamados no horizonte sem fim.

 

Onde marolinha é o desapego a Ipanema

Que brinca nas areias do Mar Morto.

Sinto a profunda solidão da Vista Chinesa.

O desterro entre favelas, são Dois Irmãos.

E moços, rezam no Corcovado.

Aos cumes, os acalentos de noites mal dormidas.

Os sonhos transportados em Bondinhos,

No Pão de Açúcar, balançam sobre o mar.

Nas balsas os chorinhos da Baía de Guanabara

Navegantes vão ao encontro da Moreninha

Tristonha, a espera do Augusto.

No tempo do acolhimento a poetas, vivo fora do ar.

 

  

 

 

Gana

O desejo bate a porta

Atropela a parede que conforta

Invade a nua paisagem

Perder tempo, jamais.

Sair correndo ao pensar, ela quis.

O transporte preparado recém

As malas já postas na sala de jantar

O homem remexe desesperado

Implora para ela ficar acalorado

O olhar é de interesse abafado

O corpo é escultural abastado

A vontade da água na boca

A ganância é muita beijoca

O relógio vigia, ela que apresse.

A viagem ao mundo exaspera

Os lugares a sua espera

O avião já partirá, ela almeja.

O cheiro entranhado é peleja.

Cede ao destino e veleja

Na maçaroca do amor

A avidez brilha do alto ardor.

 

 

 

Homem Escultural

 

 

 

Esculpido e articulado

Na sociedade medieval é abdicado

Exercita o espírito afeito.

Do reino animal os dotes

Na mente expõe ajanotes

Do guerreiro intelectual o desempenho

Ao raciocínio ferrenho.

Em rapidez de felino que desvencilha,

Cavalga o herói com a matilha.

No paraíso feminino abrasante,

O drible e a ginga atemporal.

O ser galante é cultural.

Adaptável ao mundo perfeito.

Filósofo e bom amante.

Exercita o poder alado.

Vai ser notícia brilhante,

No gosto do seduzir cantante.

 

 

  

Mentiras

 

 

 O olhar navega solene

Nos braços do pouso ardor

O sentimento ecoa de nuvens

E oculta o venerado amor.

O beijo ardiloso encobre abordagens,

O vento distrai o enganado acariciador.

As mentiras em ondas que o condene.

 

 

 

 

 

 

Paixão sem destino

 

  

Nos rumos incertos da estrada avoluma.

Trafegam afoitos amores que abrumam

O desejo cabisbaixo acompanha

A onda de pó que entranha.

No córrego da via escoa a leve bruma.

A vida secreta no abismo que flutua assanha

Na paixão do destino aprumam

Mas a encosta arde no mar e acanha

O amor adormece ao pescar e emaranha.

 

 

 

Palavras

 

  

Hoje acordei as palavras

Flutuando no meu jardim

Queriam velejar entre países

Na manhã rósea de outono

Os beija-flores saltitantes

Infiltravam nos raios de sol

O tempo não era o mesmo

Mas o amor que eu sinto

Penetra no azul celeste

E adormece ao cheiro de jasmim.

 

  

 Perdure

 

  Sentimentos de alma

E desejos a flor da pele

Mostra a face rubra da carne

Ao sonegado espírito a flambar

O corpo no auge do apito

Treme em gemidos e suspiros

O amor invade a cama

No tempo acordado do gesto

O gozo molha os poros

Do homem adentrado.

 

   

 

Poeta Flutua

 

  

A alma do poeta flutua

A dor representada no mundo da Lua

Ao olhar do apaixonado Sol

O tempo cavalga ancorado no horizonte

Os navios embarcados a luz do farol

Desviam sorrisos sorrateiros ao poente

O mar negro escorrega entre paisagens

Do amor que desvencilha, partilhas e barragens.

O reduto é recôncavo, moroso.

E reconcilia é vazão com o leito afetuoso

O cais é o destino e partida de sonho ambicioso.

 

 

POETRIX

Oxigênio

 

 

Gás comburente livre natural

Presente na atmosfera terrestre

Perfeito a vida humana.

 

 

 Via

   

No pulsar da respiração

Ofegam energias de ansiedade

O amor respinga em vidas

 

 

 

Respinga

  

 

O perfeito ar respinga gotas

Translúcido amor humano

Movimento de água e humores

 

  

 

 

Prisioneiro do lago amor

 

A vitória-régia plaina serena

O ar fresco de fonte desejosa

Círculo aquático na floresta verdejante

É branca a superfície e suave atração

Em ardente mergulho na noite

É forte o odor adocicado da estrela

O polinizado fascinado já mergulha

Na manhã da transformada rainha

É rosa lacustre de amor inalado

A vitória-régia divina abriu-se

A cor da espera é superfície e fragrância

Fez-se o prisioneiro do lago amor.

 

 

  

 

 

Sedução Animal

 

  

A teia no arranha céu do olhar

O mosquito no pernoite abocanhar

As expectativas ao alcance do carpo

O zumbido ecoa suave no adentrado corpo

Os lábios entre dentes e sacudidas

Cedem às mordidas das bocas carnudas

O desejo é sugar até o último gole

O vento espalma que o amor assole

Obedecendo a sedução, o achincalhar.

Sorvendo a aranha do caldo do aferrolhar.

 

 

 

Tombo de saudade

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A cachoeira chora fria e a semente do amor revela-se.

O corpo palpita e repete, a dor que invade e arde, é o tombo de saudade!


 

 

Torrentes de amor

 

  Depressões e imagens

Sólidos sentimentos

Navegam à luz atemporal

Eclodindo em convergentes passagens

Inimagináveis obstáculos à paixão

Transpassa barragens nas ações

No largo arrebatamento combalido

O erodido amor escoa

Em torrentes de emoções

E aplaca em equilíbrio.

 

 

 

ALMA SAFADA

 

Alma Safada I

Dormi de camisola,

E acordei pelada!

Vivo só! 

Será que tenho,

Alma Safada?

 

 

 

Alma Safada II

Irreverente!

Deixaste-me sozinha

E foi dormir com outro?

 

 

 

Alma Safada III

De que adianta brigar?

Enquanto durmo,

Minha alma safada, feliz da vida, marca encontros com você!

 

 

 

Alma Safada IV

Alma safada

Está sempre sozinha

Ama só fada?

 

    

 

Alma Safada V

Seminu bate a porta

Na manhã calada rompida

O sol invade a alma safada

 

 

 

Alma Safada VI

Alma Safada

Insone ou dormente

Só pensa no amor!

 

 

 

Alma Safada VII

Alma Safada como consegue?

Hoje trouxe o amor, para fazer sexo comigo!

Amanheci qual córrego entre duas montanhas?

 

 

 

Alma Safada VIII

Alma safada! Fingiu dormir

E cavalga na madrugada?

Exausta! Cansada! Acordei toda molhada!

 

 

   

Alma Safada IX

 

  

Alma safada preguiçosa!

Fez amor com o vizinho

Acordou-me com o murmurinho!

 

 

 

Alma Flor Safada X

 

  Alma Safada pirou?

O amor foi embora, e não entendeu?

Vai grudar nele até virar orquídea!

 

 

 

Alma Safada  XI

 

Dedico meu humor as minhas transparências...

Quanto mais me dispo da alma,

Maior amor ela acalenta

 

  

Triste visão

 

  

A velocidade transpassa as ilhas

O mar aberto escurecido de nuvens

Os barcos quietos e distantes

O vento apara as frestas coloridas

Os cortes marcam a pele da revolta

O destino traçado na rede desconecta

Há calor nos rochedos atingidos

O estampido bate e sem cessar navega

O amor a mercê do pescador sem içar

E do nada a desprender e ao nada ter

Ser o naúfrago é render-me ao poderoso

(A) Mar.

 

 

 

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Vistorio ao longe

O amor acolhe a vontade do momento

Vistorio ao longe os barcos e te aguardo

O olhar do encontro ameno da montanha com o mar

Navega nos sonhos da paixão amanhecida

Os beijos que darei na sua boca de chegada

E o calor da tarde na festa de partida.

Acenando ao sol na solidão da pescaria

O homem arde aceso em chamas.

O corpo silencioso que flutua

 

À Casimiro de Abreu

 

 

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  Deixa para trás a saudade.

Minha alma te encontra
Em tão longo tempo
Reconheço de ti
Meu lamento.

Por vezes confundo-me
Entre uma tênue imagem
Sou sua Diana,
Morena que arde.

Espero-te nessa dura realidade,
Você a chamar-me e ascender
Minha alma cheia de vontades.

Não sei desde quando
Te ouvia em meu canto
Dentro de mim,
Algo nosso.
 
O amor persiste ao tempo
O desejo será infinito
Enquanto houver esperanças.
Ler-te é saber de mim.

Quero responder-te,
Aqui estou triste e
Agora menos solitária.

Aos meus tormentos
Direi a todos nossos segredos.
E a partir de hoje,
Uníssonos seremos.

Melodias de amantes,
Declaro-te todo meu amor,
Sua Diana Balis.

 

   
 

 A flecha de amor

 

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O arqueiro apenas observa o alvo

 

No momento exato da busca

Revive os sentimentos de certeza na mira

A velocidade na espera de realizações

O amor cogita, os sentimentos temem a felicidade

Flecha ao ar, prende a respiração ofegante

O arqueiro do amor, não erra!

Em síntese, o alvo não mais importa

 

Todo arqueiro do amor tem sabedoria

O cerco atravessa o limite do objeto

E revela-se no olhar do arqueiro

O alvo encoberta o desejo do certo

Ao amor na flecha do medo que mira

O alvo reconhece o amor.

 

 

  

  

Amor frenético

 

 

 

O mar agitava as coxas aquecidas de amor

O vento palpitava as vestes

O momento era do ardor

A passagem bloqueada pelos amantes

Enrolados as areias e deitados aos caranguejos

Serenos e frenéticos balbuciavam as esperas

Lampejos molhados, os lábios em mordidas suaves

O amor embrulhado no tempo como heras

Os desejos em frenesi apontavam regozijos

Recortadas ondas a planar como aves.

 

 

 

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Amor virtual

 

 

 

O vestido pendurado

E as calcinhas eu já tirei!

O perfume anotado

O desejo eu perfumei.

   

Desperto o amor virtual

Alcançado em sexo animal!

Mas meu amor, porque insiste?

Apenas quero ter-te e como chiste!

  

Elaboraremos ensejos sem estórias

Já gravado nas memórias.

Porque temer o inevitável?

O implacável descobrimento?

  

A vida é cheia de fluídos e estará afável

Apenas recomeço sem lamento!

Eu e você brilharemos juntos é firmamento!

Será vitória e glória, mas esse é o momento!

 

 

 

  

 

Chama de Amor

  

 

O amor é chama ardente, cedente a luz do desejo, abre a porta da paixão e iluminai!

 

 

 

Felicidade

 

 

 

Rever atravessada entranhas

Apalpando almas sedentas

Amor desejado reencontro

Cedendo é a nuance calorosa

Almejado afeto acalentas

Vem à vontade,

Será eterna a felicidade.

 

 

 

 

 

Amor e sexo

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O amor aponta o desejo

A marca no gosto da boca apertada

Derrete os lábios e anseios

Na cobiça, abaixo da blusa

Apitam os sinos do castelo

No encantamento da torre de marfim que se eleva

O caminho tortuoso excita a morada e abre-se

Amor e sexo escorrem no córrego da paixão

É turbulência no debate do rio

E esbanjam a vontade de mar

A estreita passagem dá sentido à espera

O tamanho é apetite guardado

O amor é completude no gozo dos astros

Navegam juntos agora as estrelas do céu.

 

 

 

 

 

 

Amor florido

Lindo o amor florido
Carrega nos braços carícias
Por vezes há espinhos sem descuido
Colorido e cheiroso doma.
No colo suavidade de flores
São flores amarelas e amorosas.

Bem-vindos ao amor sereno.

 

 

 

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Bailarina

 

 

 

Dança entre ritmos e explode

Voa abismos e implode

Como península cava ilha

Suavidade aos pés na trilha

As cores serão brancas aos olhares

A música que soa vem de Antares

É Bela a generosa pluma que brilha.

 

 

 

Absorta em desejos

 

 

A multidão delira

Os passos aumentam em curvas a avenida

As coxas navegam na pista

Ancoram içadas aos tripulantes

O amor tripudia a batida forte

O vento ecoa no carnaval de foliões

Os olhos enaltecem as torcidas

O brilho de vestimentas e batidas

A luta e a vitória nos cortejos

A paixão ao samba evapora na emoção

Os blocos gingam enredos da história

O Brasil reflete a crise e torcida

Gorjeiam sabiás por todos os lados

O mentor do enredo feliz

Descobre finalmente

Um povo radiante de ensejos

  

Haikais

 

 

Mudanças de humor
 
Cinco de maio
          
Vinte e um de junho 
 
Dois de dezembro   
 
Mudanças de Tempo
 
Se hoje amais
Amanhã serão fractais
Futuros haikais
 
 

Florazul

Flor azulada

Despetalar imagem

Abriu sorrindo

 

 

 

Bailam

Os pés unidos

Bailam em contradanças

Respiram amor

 

 

 

AmoRio

Amazonas Rio

Verdejantes matam-me

Córregos D’Amor

 

 

 

Pés descalços 

 

 

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Terras áridas

Caminhar entre solos

Verdes trópicos

 

 

 

Cachoeira

Por dentro d’água

Sorrisos primaveris

Aguardam verão

 

 

 

Catavento

Soprando nuvens

Encharcando amálgamas

Manhã de guinchos

 

 

 

Nave

Cidade arde

Terra água navega

Vida renasce

 

 

Amores

 

 

Canções suaves

Deslizam em calores

Flocos de neve

 

 

Pés

Pouco córrego

Abaixo escorrendo

No solar verão

 

 

Amor

Pétala rala

Calado no medo triste

Escorre amor

 

 

 

Gotas do amor

Terra abater

Intenso gosto arde

Amor gotejar

 

 

 

Feliz

Feliz orvalho

Acorda amanhecer!

Chove alegre

 

 

 

Escute

Chove e floresce

Neblina a mente cai

Amor evapora

 

 

 

 

 

 

Espero

Eu subo ao céu

Monte de neve rolada

E escorro d'água

 

 

 

Floresta

Plantas evaporam

Mata escorregadia

Orvalhos resfriam

 

 

 

Doce mar

Salgado amar

Doce nas ondas fluindo

Chove suave

 

 

 

Crise Mundial

Vórtex mundial

Tempestades e crises

Tormentas urbanas

 

 

 

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Amor eterno

Sinto verdade nas palavras

Amor nos sonetos

Quero dormir embalada

Pelo afeto carinhoso dos desejos

Diz então entre rimas e versos

Serei a primavera dos sonhos

Os rascunhos dos poemas

Serei do riso o curso

Prosa de entrelinhas

Viverei os momentos

Repletos de esperanças

Na declaração do amor

Como torrente de emoções

Caçadora, Musa e Deusa,

Brilhar nos encantos,

Simples fusa de amado,

Amor terno compartilhado.

 

 

 

Lago negro

O Cisne flutua sereno
Entre arbustos paisagens
Buscando imersas paragens
Sossegado ao sono
Agora ventania
Clama agonia


No amor há calmaria
E no lodo abissal
O lago negro colossal
Brilha com esperança.

A água

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Corrente de umidade na floresta

Cai suave sobre a bruma

O tempo das flores azuis avoluma

Dengosa em fila de espera

O amor nos abrolhos encaixa a vista

Nas palmas tênues da razão adultera

È vento entre tempestades

Metade do mundo pede o pão

Os homens estendidos ao chão

Lampejos na água doce e pura de vontades

Repentinos gestos sedentos de compaixão.

 

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Clareia 

O caminho escuro na noite vagueia

As estradas de folhagens mostram imagens

Rumo ao rio entre os rochedos há o mar

 

 

O túnel da travessia acelera as batidas e ziguezagueia

Clareia ao encontro da planície que impera homenagens

Homens e mulheres aguardam incólume abismar

O horizonte apresenta o brilho crescente das origens

 

A lua nascente é grandiosa e cheia

Mostra os reflexos na água de amistosas paisagens

O amor aconchega desejos e enobrece paragens.

 

 

 

 

Continua.

 

 

 

 

 

 



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Por: Diana Balis 25Set2011 12:22:39
Amigos, todas as fotos desse livro Signo do Amor no blog, foram tiradas por mim. Imagens da Cidade do Rio de Janeiro.


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